Feira de Santana: violência cai 3,6%, mas facções e falta de investimentos preocupam a população

REPORTAGEM ESPECIAL • INVESTIGAÇÃO
SEGURANÇA PÚBLICA
FEIRA DE SANTANA: A VIOLÊNCIA DIMINUI 3,6%, MAS A POPULAÇÃO CONTINUA ESPERANDO RESPOSTAS. FACÇÕES, FALTA DE EFETIVO E FALHAS NA GESTÃO DA SEGURANÇA ACENDEM O ALERTA NA BAHIA
Entre números oficiais, organizações criminosas, déficit de policiais e questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos, a segunda maior cidade da Bahia enfrenta um desafio que não pode ser resolvido apenas com operações policiais.
Por Josenilson Almeida – Jornalista ¦ JN Notícias e Rádio Princesa do Sertão
Feira de Santana – Bahia ¦ 2 de novembro de 2026
UMA REDUÇÃO QUE MERECE RECONHECIMENTO, MAS NÃO PODE ESCONDER A REALIDADE
Feira de Santana registrou uma redução de 3,6% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) entre janeiro e outubro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi divulgado pelo Comando de Policiamento da Região Leste (CPR-L) e representa um indicador positivo no enfrentamento à violência.
Na área de atuação do CPR-L, que abrange 17 municípios, a redução foi de 2,1%.
O balanço de outubro também apresentou números importantes: foram cumpridos 20 mandados de prisão, apreendidas 20 armas de fogo, recuperados 50 veículos e realizadas 58 apreensões de drogas.
Esses resultados precisam ser reconhecidos. Policiais militares, civis, federais, penais e demais profissionais da segurança pública enfrentam diariamente uma realidade perigosa, muitas vezes com recursos humanos e materiais que precisam ser continuamente ampliados.
Entretanto, é necessário fazer uma pergunta que vai além dos números:
Uma redução de 3,6% é suficiente para devolver a tranquilidade às famílias de Feira de Santana?
A resposta é não.
Cada homicídio representa uma família destruída, uma história interrompida e uma comunidade que passa a conviver com o medo. A redução estatística é importante, mas não pode ser utilizada como argumento para minimizar os problemas estruturais que continuam exigindo respostas do poder público.
A população não quer apenas saber quantas operações foram realizadas. Quer saber se poderá trabalhar, estudar, circular pelos bairros, utilizar o transporte público e voltar para casa sem o receio de ser vítima da violência.
FEIRA DE SANTANA: UMA CIDADE QUE NÃO PODE SER ABANDONADA À PRÓPRIA SORTE
Feira de Santana possui uma importância estratégica para a Bahia. Sua posição geográfica, a ligação com importantes rodovias federais e estaduais, a atividade comercial e a circulação diária de milhares de pessoas fazem do município um dos principais centros econômicos do interior nordestino.
Mas essa importância também exige uma estrutura de segurança compatível com sua realidade.
O crescimento urbano, a expansão dos bairros, a movimentação econômica e a circulação de pessoas impõem desafios permanentes às forças policiais.
O problema é que a segurança pública não pode funcionar apenas com respostas emergenciais.
É preciso planejamento territorial, efetivo suficiente, inteligência investigativa, equipamentos modernos, valorização profissional e presença permanente do Estado nas comunidades.
Quando o poder público não consegue acompanhar o crescimento das cidades, abre-se espaço para a expansão de atividades criminosas, para o aliciamento de jovens e para a tentativa de organizações criminosas de estabelecer influência sobre territórios e comunidades.
Feira de Santana precisa de uma política de segurança planejada para sua dimensão atual, e não de medidas isoladas que dependam exclusivamente de operações de impacto.
CV E PCC: O AVANÇO DO CRIME ORGANIZADO NÃO PODE SER TRATADO COMO UM PROBLEMA COMUM
Um dos pontos mais preocupantes da segurança pública brasileira é a expansão das organizações criminosas e de suas redes de influência.
Entre os grupos conhecidos nacionalmente estão o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Essas organizações são associadas a estruturas criminosas que envolvem tráfico de drogas, circulação ilegal de armas, lavagem de dinheiro, articulações dentro e fora do sistema prisional e disputas territoriais.
Na Bahia, a realidade exige atenção especial.
Investigações conduzidas pelas autoridades já demonstraram a existência de estruturas criminosas com atuação em Feira de Santana.
Em abril de 2025, a Polícia Civil deflagrou a Operação Skywalker para desarticular uma organização envolvida no comércio ilegal de armas e munições e no tráfico de drogas, com atuação central na região de Feira de Santana.
A investigação resultou em medidas judiciais que envolveram bloqueio de valores superiores a R$ 84 milhões, entre recursos atribuídos a pessoas investigadas e empresas suspeitas de funcionar como estruturas de lavagem de dinheiro.
Em julho de 2026, outra demonstração da complexidade do problema ocorreu com a Operação Artemis, realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA), em Feira de Santana. Foram cumpridos 31 mandados de prisão contra internos vinculados a organizações criminosas da região.
Essas ações revelam algo que precisa ser compreendido pela sociedade: o crime organizado não depende apenas de pessoas nas ruas. Ele também pode operar por meio de redes financeiras, comunicação clandestina, fornecimento de armas, lavagem de dinheiro e articulações dentro do sistema prisional.
É importante esclarecer que a presença nacional do CV e do PCC não autoriza atribuir automaticamente a essas duas organizações todos os crimes registrados em Feira de Santana. A identificação de vínculos e responsabilidades deve decorrer de investigações e provas.
O combate às facções precisa ser profissional, baseado em inteligência, investigação patrimonial e cooperação entre instituições.
Prender integrantes é necessário. Mas desarticular financeiramente as organizações, interromper o abastecimento de armas e impedir que suas lideranças continuem comandando atividades criminosas de dentro dos presídios é igualmente fundamental.
GOVERNO DA BAHIA: INVESTIMENTOS ANUNCIADOS, MAS A EXECUÇÃO E A DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS PRECISAM SER QUESTIONADAS
É neste ponto que a discussão chega à responsabilidade do Governo do Estado da Bahia, comandado pelo governador Jerônimo Rodrigues.
A segurança pública é uma responsabilidade constitucional do Estado, e a população tem o direito de cobrar resultados concretos, planejamento e transparência.
Não basta anunciar investimentos em equipamentos, viaturas, tecnologia e novas estruturas. É necessário demonstrar quanto foi efetivamente aplicado, onde os recursos chegaram, quais municípios foram beneficiados e se os investimentos produziram melhorias reais na capacidade de prevenção e investigação.
Uma reportagem do Bahia Notícias, publicada em junho de 2026, trouxe informações preocupantes extraídas de documentos institucionais do próprio Governo da Bahia.
Segundo a publicação, em 2025, dos R$ 340 milhões previstos para ampliação e renovação da frota policial, apenas R$ 92,4 milhões foram executados.
Na aquisição de armamentos, dos R$ 33,7 milhões previstos, foram gastos R$ 13,3 milhões.
O cenário mais preocupante apareceu nos programas de prevenção à vitimização e de atenção à saúde física e mental dos profissionais da segurança pública: dos R$ 21 milhões previstos, somente R$ 150 mil teriam sido aplicados.
Esses números levantam questionamentos importantes sobre planejamento, execução orçamentária e prioridades administrativas.
O próprio Governo Estadual atribuiu parte das dificuldades aos atrasos nos repasses de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Entretanto, a responsabilidade pela gestão estadual não pode se limitar a explicações sobre dificuldades administrativas ou transferências federais. Cabe ao Governo da Bahia apresentar soluções, reorganizar prioridades e assegurar que os recursos disponíveis sejam utilizados de maneira eficiente.
O debate também precisa considerar uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Bahia sobre as contas governamentais de 2024.
O documento apontou que a Bahia registrou 4.480 mortes violentas naquele ano, com taxa de 30,17 ocorrências por 100 mil habitantes.
A auditoria identificou ainda:
- Déficit de 14.595 policiais militares em relação ao efetivo legal utilizado como referência.
- Quadro de 31.221 policiais militares, diante de um efetivo legal de referência de 45.816.
- Déficit de 3.102 profissionais na Polícia Civil, que contava com 5.831 servidores diante de um quadro autorizado de 8.933.
- Redução da participação das despesas liquidadas com segurança pública em relação à Receita Corrente Líquida estadual, de 10,59% em 2020 para 9,19% em 2024.
Esses dados não são uma opinião política. São informações registradas em documentos de fiscalização e controle público.
É importante reconhecer que o Governo Estadual também apresentou sua versão. A Secretaria da Segurança Pública informou investimentos de aproximadamente R$ 1,3 bilhão em pouco mais de três anos, além da construção de unidades, entrega de viaturas e modernização tecnológica.
Portanto, o questionamento central não é simplesmente afirmar que o Estado não investiu. É cobrar se o volume anunciado foi suficiente, se houve execução adequada do orçamento e se os investimentos chegaram, de maneira proporcional, às regiões que mais necessitam.
O Governo da Bahia precisa explicar por que, mesmo diante de investimentos anunciados em bilhões de reais, os órgãos de controle continuam apontando déficits estruturais de pessoal e problemas na execução de recursos essenciais.
Feira de Santana não pode ser lembrada apenas quando acontece uma tragédia ou quando uma operação policial ganha destaque.
A cidade precisa estar entre as prioridades permanentes da política estadual de segurança pública.
O PROBLEMA NÃO É APENAS A QUANTIDADE DE POLICIAIS, MAS A CAPACIDADE DE O ESTADO PREVENIR E INVESTIGAR
O déficit de efetivo policial não pode ser tratado como um detalhe administrativo.
Uma cidade que cresce precisa de policiais suficientes para realizar patrulhamento, atender ocorrências, investigar homicídios, combater o tráfico de drogas, cumprir mandados e proteger as comunidades.
Quando as equipes trabalham sob pressão permanente, a capacidade de resposta do sistema pode ser comprometida.
Também é necessário olhar para as condições de trabalho dos profissionais.
Não se pode exigir resultados extraordinários de servidores que precisam enfrentar jornadas desgastantes, riscos constantes e estruturas que nem sempre oferecem as condições adequadas.
O investimento em segurança pública também significa cuidar de quem está na linha de frente.
É preciso ampliar concursos e recompor os efetivos, fortalecer as delegacias, melhorar a infraestrutura das unidades policiais, garantir equipamentos de proteção, investir em tecnologia e ampliar os serviços de assistência psicológica e saúde ocupacional.
A segurança pública não pode ser construída apenas com discursos de endurecimento contra a criminalidade.
Precisa de gestão, planejamento, recursos e responsabilidade.
OS BAIRROS PRECISAM DE PRESENÇA DO ESTADO, NÃO APENAS DE OPERAÇÕES DEPOIS DAS TRAGÉDIAS
Outro ponto que merece atenção é a realidade dos bairros de Feira de Santana.
A violência não pode ser enfrentada exclusivamente com viaturas circulando ou operações realizadas depois que os conflitos já aconteceram.
O poder público precisa identificar os territórios mais vulneráveis, mapear a concentração de ocorrências e desenvolver estratégias específicas para cada realidade.
É necessário fortalecer a iluminação pública, recuperar espaços abandonados, ampliar a presença de serviços sociais, melhorar a infraestrutura urbana e criar oportunidades para crianças e adolescentes.
Jovens sem acesso à educação de qualidade, oportunidades de emprego, esporte, cultura e formação profissional podem ficar mais expostos ao aliciamento de grupos criminosos.
Isso não significa responsabilizar a pobreza pela criminalidade. A maioria das pessoas em situação de vulnerabilidade é trabalhadora e honesta.
Significa reconhecer que organizações criminosas procuram explorar fragilidades sociais e institucionais.
O Estado precisa chegar primeiro, com educação, assistência, oportunidades e proteção.
Quando chega somente depois da violência, o custo humano e financeiro é muito maior.
AS SOLUÇÕES: O QUE FEIRA DE SANTANA PRECISA COBRAR DO GOVERNO DA BAHIA?
A situação exige um plano permanente, com metas públicas, recursos identificados e fiscalização independente.
Entre as medidas que precisam ser debatidas estão:
1. Reforço imediato do efetivo policial
Ampliar o número de policiais militares, civis e penais, com distribuição estratégica de profissionais conforme a população e os índices de criminalidade.
2. Inteligência contra as facções criminosas
Fortalecer as unidades especializadas, a FICCO, o trabalho integrado com a Polícia Federal e o Ministério Público, priorizando a identificação de lideranças, redes financeiras e fornecedores de armas.
3. Investigação e elucidação de homicídios
Ampliar equipes investigativas, perícia criminal, tecnologia e acompanhamento dos inquéritos, evitando que crimes contra a vida permaneçam sem respostas.
4. Combate à circulação ilegal de armas
Intensificar operações de inteligência sobre fornecedores, rotas de abastecimento, comércio clandestino e estruturas utilizadas para lavagem de dinheiro.
5. Segurança nos bairros
Criar planos específicos de prevenção e policiamento para as regiões com maior incidência criminal, com avaliação periódica dos resultados.
6. Valorização dos profissionais
Garantir equipamentos, viaturas em condições adequadas, capacitação, assistência à saúde mental e melhores condições de trabalho.
7. Controle dos recursos públicos
Publicar relatórios periódicos mostrando o orçamento previsto, o valor efetivamente executado, as obras concluídas, as viaturas entregues e os resultados alcançados em cada região.
8. Prevenção social e proteção da juventude
Ampliar programas de esporte, cultura, educação integral, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.
9. Fortalecimento do sistema prisional
Impedir que lideranças criminosas continuem comandando atividades ilícitas de dentro das unidades prisionais, respeitando a legislação e as garantias fundamentais.
10. Integração entre Estado e município
Estabelecer cooperação permanente entre Governo da Bahia, Prefeitura de Feira de Santana, Guarda Municipal, forças estaduais e órgãos federais, respeitando as atribuições legais de cada instituição.
A população precisa acompanhar metas, prazos e resultados. Segurança pública não pode ser apenas uma promessa de campanha ou uma resposta de ocasião.
A RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO E DO GOVERNO ESTADUAL
Embora a responsabilidade pela segurança pública estadual seja principalmente do Governo da Bahia, Feira de Santana também precisa assumir seu papel na prevenção da violência.
A Prefeitura pode contribuir por meio da iluminação pública, ordenamento urbano, políticas sociais, educação, esporte, assistência às famílias e fortalecimento da Guarda Municipal dentro de suas competências legais.
A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 144, que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos.
Isso significa que a sociedade precisa participar, denunciar situações de risco pelos canais oficiais, cobrar políticas públicas e acompanhar os resultados.
Mas é fundamental deixar claro: não cabe ao cidadão substituir as forças policiais, confrontar criminosos ou colocar a própria vida em risco.
A proteção da população é responsabilidade das instituições competentes.
UMA QUESTÃO QUE PRECISA DE RESPOSTA: QUEM ESTÁ CUIDANDO DE FEIRA DE SANTANA?
A queda de 3,6% nos crimes violentos deve ser considerada uma notícia positiva. Entretanto, ela não encerra o debate sobre a segurança pública.
O primeiro semestre de 2026 já havia registrado 111 CVLIs em Feira de Santana, segundo dados divulgados pela Polícia Civil, contra 118 no mesmo período de 2025.
O levantamento também informou que o índice de elucidação de autoria dos crimes foi de 43,3%.
É um avanço que merece reconhecimento, mas também revela a necessidade de continuar fortalecendo a investigação criminal.
A população precisa saber quantos crimes foram efetivamente esclarecidos, quantos inquéritos foram concluídos, quantos mandados foram cumpridos e quais estratégias estão sendo adotadas para impedir a reincidência e a continuidade das organizações criminosas.
Não basta contar prisões. É preciso medir o impacto das políticas públicas na vida das pessoas.
Não basta anunciar viaturas. É preciso saber se estão disponíveis, abastecidas e em condições de trabalho.
Não basta divulgar investimentos. É necessário apresentar a execução dos recursos e seus resultados.
E não basta comemorar a redução dos indicadores quando ainda existem famílias convivendo com o medo e comunidades que esperam por uma presença mais efetiva do Estado.
JN NOTÍCIAS: SEGURANÇA PÚBLICA PRECISA DE TRANSPARÊNCIA, RESPONSABILIDADE E COMPROMISSO COM A VIDA
Como jornalista, entendo que reconhecer os resultados positivos das forças policiais não significa deixar de fiscalizar os governantes.
Da mesma forma, cobrar o Governo da Bahia não significa desmerecer o trabalho dos policiais que arriscam suas vidas diariamente.
O jornalismo precisa ouvir todos os lados, confrontar informações, investigar os problemas e dar voz à população.
Nossa cobrança é direcionada à gestão pública, aos responsáveis pelo planejamento, à execução dos recursos e às autoridades que possuem o dever de garantir políticas de segurança eficientes.
O governador Jerônimo Rodrigues, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia e os representantes políticos de Feira de Santana precisam apresentar respostas objetivas sobre o efetivo policial, a estrutura das delegacias, os investimentos, a prevenção e o enfrentamento ao crime organizado.
Também é importante que os representantes da cidade na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal e no Senado Federal participem dessa cobrança.
Feira de Santana não pode ser tratada como uma cidade de importância apenas econômica. A vida de seus moradores precisa ter a mesma prioridade que o desenvolvimento de sua economia.
A população não quer viver cercada pelo medo. Quer trabalhar, estudar, empreender, criar seus filhos e ter o direito de circular livremente.
A segurança pública não deve ser um privilégio de determinadas regiões ou classes sociais. É um direito de todos.
Uma cidade segura não se constrói apenas com armas, viaturas e operações. Constrói-se com inteligência, justiça, educação, oportunidades, investimentos responsáveis e um Estado presente.
A pergunta que fica para as autoridades é direta:
Até quando Feira de Santana terá de conviver com o avanço do crime organizado, enquanto a população continua esperando uma política de segurança à altura da importância da cidade?
A vida não pode ser tratada como estatística. Cada cidadão importa, cada família importa e cada comunidade merece proteção.
Josenilson Almeida
Jornalista ¦ JN Notícias
Rádio Princesa do Sertão – Feira de Santana, Bahia
JN NOTÍCIAS – Informação, investigação e compromisso com a sociedade.
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Reportagem especial – JN Notícias e Rádio Princesa do Sertão.
Fontes consultadas e documentos de referência
As informações utilizadas foram confrontadas com publicações oficiais e reportagens que apresentam documentos e dados verificáveis:
1. Balanço da redução de 3,6% em Feira de Santana: De Olho na Cidade – 1º de novembro de 2026.
2. Dados oficiais da Polícia Civil sobre homicídios e elucidação: SSP-BA – Balanço do primeiro semestre de 2026.
3. Auditoria e questionamentos sobre efetivo e orçamento: Tribunal de Contas do Estado da Bahia.
4. Execução orçamentária e investimentos em segurança: Bahia Notícias – análise dos documentos do Governo Estadual.
5. Investigação sobre organizações criminosas na região: Polícia Civil – Operação Skywalker.
6. Combate às organizações criminosas em Feira de Santana: Polícia Federal – Operação Artemis.
7. Posicionamento do Governo da Bahia sobre investimentos: Secretaria da Segurança Pública – investimentos estaduais.
Observação editorial importante: esta é uma reportagem especial de análise documental e investigação jornalística baseada nas fontes identificadas, não uma investigação de campo com entrevistas exclusivas.
