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NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO E INDIGNAÇÃO

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NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO E INDIGNAÇÃO

Autor: Pastor Josenilson Almeida

Feira de Santana – Bahia

Pelo respeito ao eleitor, à palavra empenhada e aos princípios éticos na política

Venho a público manifestar minha profunda indignação diante da repercussão envolvendo o deputado estadual eleito Dr. Thiago Gilleno e as declarações de apoio político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT – 13), conforme divulgado em vídeos e reportagens que circulam na imprensa baiana.


Esta manifestação nasce de uma preocupação legítima com a transparência, a coerência política e o respeito à consciência de cada cidadão que deposita seu voto na esperança de ser representado por alguém que compartilhe de suas convicções e compromissos.

Segundo relatos de apoiadores, durante o início de sua caminhada política, quando questionado sobre seu posicionamento ideológico, Thiago Gilleno teria se apresentado como sendo de direita. Essa informação, caso corresponda fielmente ao diálogo relatado, merece esclarecimentos públicos diante das manifestações de apoio político que posteriormente ganharam repercussão.

A pergunta que precisa ser respondida é simples: por que esse alinhamento político não foi apresentado com a mesma clareza a todos os eleitores desde o início da campanha?

Se o apoio a Lula e ao grupo político do PT fazia parte de sua orientação, por que não esclarecer isso de maneira inequívoca aos apoiadores que se identificavam com a direita? Por que permitir que pessoas construíssem suas decisões eleitorais com base em uma interpretação que agora contestam?

Não se trata de proibir ninguém de mudar de opinião, rever alianças ou apoiar determinado presidente. Em uma democracia, cada cidadão tem liberdade para escolher seu lado político. O que se exige de um representante eleito é transparência para que o eleitor possa decidir conscientemente.

A questão central não é simplesmente apoiar Lula, Jerônimo Rodrigues ou qualquer outra liderança. A questão é saber se houve clareza suficiente entre o discurso apresentado aos apoiadores e as posições políticas efetivamente defendidas.

O eleitor merece respeito, não explicações tardias

Em Feira de Santana e em diversas cidades da Bahia, existem eleitores que se identificam com a direita e que trabalharam, divulgaram candidaturas, mobilizaram amigos e familiares e depositaram confiança em seus representantes.

Muitos fazem isso sem receber qualquer benefício financeiro. Fazem por convicção, por esperança e pela crença de que estão ajudando a eleger alguém comprometido com suas ideias.

Por isso, quando surgem declarações políticas que parecem contrariar aquilo que esses apoiadores acreditavam ter compreendido durante a campanha, é natural que apareçam frustração, indignação e questionamentos.

Será que todos os eleitores que apoiaram Thiago Gilleno tinham conhecimento claro desse alinhamento político antes de votar?

Será que, se essas declarações e alianças tivessem sido apresentadas com a mesma visibilidade desde o começo, o resultado eleitoral teria sido o mesmo?

São perguntas legítimas. Não podemos afirmar qual teria sido o resultado de uma eleição hipotética, mas temos o direito de questionar se a informação disponível aos eleitores foi suficiente para uma escolha consciente.

O voto pertence ao cidadão. Não pertence ao político, ao partido, ao grupo de apoiadores ou à estrutura de campanha.

A Bíblia também nos ensina sobre fidelidade e responsabilidade

Como pastor, acredito que a vida pública também deve ser examinada à luz de princípios como a verdade, a honestidade, a fidelidade à palavra e a responsabilidade pelas próprias atitudes.

A Palavra de Deus nos apresenta ensinamentos importantes:

1. A gravidade da traição e da quebra de confiança

Salmos 41:9 descreve a dor provocada pela traição de alguém que desfrutava da confiança de outra pessoa. O texto demonstra como a quebra de confiança pode ferir profundamente aqueles que acreditavam em uma relação de lealdade.

Essa passagem nos convida a refletir sobre a responsabilidade de preservar a confiança que nos é concedida.

2. Deus reprova a mentira

Provérbios 12:22 ensina que os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, enquanto aqueles que agem com fidelidade lhe agradam.

Esse princípio não autoriza ninguém a condenar uma pessoa sem provas. Pelo contrário, exige que sejamos cuidadosos com a verdade antes de acusar e firmes na cobrança por esclarecimentos quando existem dúvidas legítimas.

 

3. Cada pessoa responde pelas próprias escolhas

Gálatas 6:7 apresenta um princípio bíblico de responsabilidade: aquilo que uma pessoa semeia é aquilo que também colherá.

Na vida pública, nossas decisões produzem consequências. A perda da confiança dos apoiadores, as críticas da sociedade e a cobrança dos eleitores podem ser consequências políticas de atitudes que eles considerem incoerentes.

Não cabe a nós declarar antecipadamente o julgamento de Deus sobre uma pessoa. Cabe-nos lembrar que todos somos responsáveis por nossas palavras e ações diante do Senhor.

4. Fidelidade nas pequenas e nas grandes responsabilidades

Lucas 16:10 ensina que quem é fiel no pouco também será fiel no muito.

Um mandato eletivo é uma grande responsabilidade. O cidadão espera que seu representante seja transparente, cumpra seus compromissos e não trate a confiança popular como algo descartável.

A política precisa de pessoas que compreendam que conquistar votos é apenas o começo: honrar a confiança recebida é uma obrigação que continua depois da eleição.

A responsabilidade dos partidos e das lideranças políticas

A população brasileira tem razões para exigir mais transparência de todos os partidos, sejam eles de direita, de centro ou de esquerda.

Quando uma situação como essa gera a impressão de que o eleitor recebeu uma mensagem política diferente daquela que esperava, a responsabilidade de esclarecer os fatos recai sobre as lideranças envolvidas.

Essa polêmica também reforça uma preocupação recorrente entre eleitores: o risco de discursos de campanha serem utilizados para conquistar apoio sem que todas as alianças e posições relevantes sejam apresentadas com clareza.

Nenhum partido deve ser tratado como automaticamente culpado pela atitude de uma pessoa. Entretanto, qualquer organização política deve aceitar questionamentos sobre suas práticas, seus compromissos e a maneira como se comunica com a população.

O eleitor precisa aprender a cobrar compromissos por escrito, acompanhar declarações públicas, verificar alianças e analisar o histórico de cada candidato. Não basta confiar em slogans, fotografias, apertos de mão ou discursos emocionais.

A consciência política não pode ser terceirizada.

Um questionamento direto ao deputado

Diante dessa repercussão, deixo publicamente as seguintes perguntas ao Dr. Thiago Gilleno:

  1. O senhor confirma que, no início de sua caminhada, afirmou ser de direita quando questionado por apoiadores?
  2. Qual era, naquele momento, seu posicionamento sobre Lula e o Partido dos Trabalhadores?
  3. O senhor já apoiava politicamente Lula e Jerônimo Rodrigues quando pediu votos aos eleitores que se identificavam com a direita?
  4. Se esse alinhamento já existia, por que não foi comunicado de forma clara e abrangente a todos os seus apoiadores?
  5. O senhor reconhece que eleitores podem ter se sentido enganados ou decepcionados com a diferença entre aquilo que entenderam durante a campanha e as declarações que agora repercutem?
  6. Que esclarecimentos apresenta aos cidadãos que trabalharam por sua eleição acreditando que estavam fortalecendo um projeto político de direita?

Essas perguntas não representam uma condenação antecipada. Representam o exercício legítimo da cidadania e a cobrança por respostas de alguém que recebeu a confiança popular.

A confiança do povo não é propriedade de nenhum político

Minha indignação, enquanto pastor e cidadão, é com qualquer conduta que possa levar o eleitor a acreditar em uma coisa enquanto decisões ou posicionamentos relevantes seguem outra direção sem a devida transparência.

Não aceito que o cidadão seja tratado como massa de manobra. O povo tem memória, consciência e capacidade de avaliar seus representantes.

Se um político conquista o apoio de pessoas que compartilham determinada visão ideológica, deve compreender a importância de ser claro sobre suas alianças e compromissos. Caso tenha mudado de posição, também deve ter a coragem de explicar essa mudança publicamente.

Quem pede o voto precisa estar preparado para prestar contas àqueles que confiaram nele.

E fica a reflexão: se todos os eleitores que hoje questionam esse posicionamento tivessem recebido, antes da votação, esclarecimentos inequívocos sobre essas alianças, será que teriam tomado a mesma decisão?

Não temos como saber. Mas temos o direito de perguntar.

Minha posição final

Dr. Thiago Gilleno, a política passa, os mandatos terminam, as alianças mudam, mas a reputação construída ao longo da vida permanece sujeita à avaliação da sociedade.

Se houve falha de comunicação, esclareça. Se houve mudança de posicionamento, explique. Se seus apoiadores interpretaram equivocadamente suas declarações, apresente os fatos e ajude a eliminar as dúvidas.

O silêncio não substitui a transparência, e a confiança popular não deve ser tratada como um cheque em branco.

Como homem de fé, reafirmo: com Deus não se brinca, e com a consciência do povo também não se deve brincar. Cada um responderá por suas escolhas, e o tempo mostrará quais lideranças souberam honrar a confiança que receberam.

Não faço esta manifestação para promover perseguição, incitar ódio ou desrespeitar adversários políticos. Faço-a para defender um princípio que considero inegociável: a verdade deve estar acima da conveniência eleitoral.

Que essa situação sirva de alerta aos eleitores de Feira de Santana e de toda a Bahia. Antes de votar, investiguem, perguntem, comparem propostas e exijam coerência. Depois de votar, continuem fiscalizando.

O voto não encerra a responsabilidade do cidadão. É o início de uma cobrança legítima por respeito, transparência e compromisso público.

Que Deus nos conceda sabedoria para distinguir o discurso das atitudes, coragem para questionar os poderosos e responsabilidade para não condenar ninguém sem conhecer os fatos.

Atenciosamente,

Pastor Josenilson Almeida

Cidadão brasileiro, defensor da consciência política, da ética e do respeito ao eleitor.

Esta nota expressa uma opinião política pessoal e solicita esclarecimentos públicos. As questões levantadas devem ser respondidas com fatos verificáveis, garantindo o direito de manifestação e de resposta de todos os envolvidos.


Redação JN Noticias/Josenilson Almeida

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